Ibitu Energia firma MoU com Investe Piauí para acelerar novos investimentos em energia e tecnologia no estado

Ibitu Energia firma MoU com Investe Piauí para acelerar novos investimentos em energia e tecnologia no estado

Por: Layza Freitas 9 abril 2026 15:56

A assinatura do Memorando de Entendimento (MoU) entre a Investe Piauí e a Ibitu Energia, nesta quarta-feira (08), estabelece uma agenda de cooperação institucional voltada à aceleração de projetos já em desenvolvimento e à viabilização de novas iniciativas, especialmente no segmento de energias renováveis, armazenamento de energia e infraestrutura tecnológica.

A Ibitu Energia já figura entre os principais players do setor no Piauí, com presença consolidada no município de Caldeirão Grande do Piauí, onde opera importantes ativos como o Complexo Eólico de Caldeirão Grande do Piauí I, com capacidade de 189 MW, e o Complexo Solar de Caldeirão Grande do Piauí II, com 213 MW. Somados, os empreendimentos representam uma potência instalada de 402 MW.

Para o diretor-presidente da Ibitu Energia, Paulo Abranches, o MoU consolida uma relação já existente e cria as bases para uma nova etapa de expansão no estado. “A gente já está no setor há alguns anos e quis reforçar a parceria com o Governo do Estado e com a Investe Piauí para tentar acelerar novos investimentos no Estado”, afirmou.

 
Foto: Wallace Costa

O estoque de projetos da companhia reforça a visão de longo prazo. Além dos ativos já em operação, a Ibitu possui projetos em desenvolvimento, contemplando expansão fontes eólicas, solares, soluções híbridas e sistemas de armazenamento de energia (BESS), cuja localização ainda será definida. O investimento estimado para os próximos projetos ultrapassa os R$ 3 bilhões, além da geração de novos empregos e renda para o estado do Piauí.
Segundo o presidente, trata-se de uma carteira robusta com foco que agora vai além da geração tradicional de energia. “Nomeadamente são alguns investimentos inovadores em projetos de bateria, projetos de data center, junto com os nossos projetos de energias renováveis, de solar e eólico que a gente já tem no Estado. Somos um dos principais investidores nesse setor no Piauí”, destacou.

Do ponto de vista da Investe Piauí e do Governo do Estado, o MoU funciona como um instrumento de governança e coordenação. Na prática, permite alinhar expectativas, reduzir fricções regulatórias e acelerar o ciclo de maturação dos projetos, ou seja, um movimento em setores intensivos em capital e com forte dependência de infraestrutura, com menos atrito e mais velocidade de execução.


Foto: Wallace Costa

“A ideia dessa parceria é trabalharmos em conjunto, entendermos uns aos outros e tentar acelerar esses projetos para eles virarem uma realidade o mais rapidamente possível para o interesse comum”, reforçou Paulo Abranches.

Esse alinhamento institucional é particularmente relevante em iniciativas como data centers e sistemas de armazenamento, que exigem não apenas energia abundante, mas também estabilidade, previsibilidade regulatória e integração logística.

Nesse contexto, o vice-presidente de Implantação de Negócios da Investe Piauí, Ícaro Carvalho, afirma que o Estado começa a construir uma proposta de valor diferenciada com geração de energia limpa em escala, custo competitivo e ambiente favorável ao investimento.

Conforme o vice-presidente, o acordo sinaliza que o estado deixa de ser apenas um exportador de energia para se posicionar também como plataforma de soluções energéticas e digitais. “Quem chega primeiro, e bem estruturado, captura mais valor. Essa é uma fórmula para o Piauí acelerar sua matriz energética e entrar de vez na agenda global de infraestrutura sustentável e economia digital”, conclui.

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