De acordo com o levantamento, o Piauí deve atingir 44 mil hectares plantados na safra 2025/2026, um avanço expressivo em relação aos 33 mil hectares registrados no ciclo anterior. Em comparação a safra 2024/2025, há um crescimento de 10,46 mil hectares, ou seja, uma alta de 31,60%, a maior variação proporcional entre os principais estados produtores do país. Com esse desempenho, o estado ultrapassa importantes concorrentes e fica atrás apenas de Mato Grosso, que segue como líder nacional com mais de 1,4 milhão de hectares, e da Bahia, com 418 mil hectares.

O avanço da área plantada também se reflete diretamente na produção. A estimativa aponta que o Piauí deve alcançar 93 mil toneladas de pluma na safra 2025/2026, frente às 66 mil toneladas registradas na safra anterior, o que representa um crescimento de 40,70%. O dado ganha ainda mais relevância quando comparado ao cenário nacional, já que o Brasil projeta uma retração de 10,06% na produção no mesmo período, impactado principalmente pela redução nos volumes de estados líderes. Nesse contexto, o Piauí não apenas cresce, como amplia sua participação relativa no mercado nacional.
Para o presidente da Investe Piauí, Victor Hugo Almeida, o resultado simboliza uma conquista construída com planejamento e perseverança. “A Investe acompanha vários empreendimentos que produzem algodão e o que temos visto é que o Piauí merece essa posição de destaque. Foram anos de trabalho, superação e construção de um ambiente favorável ao investimento. Chegar ao Top 3 nacional mostra que estamos no caminho certo, e que ainda temos muito espaço para crescer. Esses números representam desenvolvimento real, mais oportunidades, renda e futuro para o nosso estado”, afirmou.
De acordo com o presidente, o crescimento da cotonicultura no Piauí reforça o papel do estado como nova fronteira agrícola do país, com capacidade de expansão e ganhos de competitividade. “O terceiro lugar no ranking nacional de área plantada representa a consolidação de um modelo de desenvolvimento baseado na produção em escala, na atração de investimentos e na integração com cadeias produtivas estratégicas”, acrescenta.

Rota do Algodão
O desempenho é resultado de um processo contínuo de expansão e fortalecimento da cadeia produtiva do algodão no estado, impulsionado pela atuação de produtores, investimentos privados e pelo suporte de entidades como a Associação Piauiense dos Produtores de Algodão (APIPA), que tem papel fundamental na organização e no desenvolvimento do setor. A chamada “rota do algodão” no Piauí se consolida, assim, como um vetor estratégico de crescimento econômico, com impacto direto na geração de empregos, no aumento da renda e na dinamização das economias locais.
A tendência, apontada pelos próprios números, é de continuidade desse ciclo de crescimento, posicionando o Piauí de forma cada vez mais relevante no cenário do agronegócio brasileiro. A segunda estimativa da safra 2025/2026 da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) foi apresentada em 9 de março de 2026, durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados do Ministério da Agricultura. As estimativas são atualizações periódicas do setor e servem para balizar decisões de mercado.
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